Historia

       A animação é uma passagem rápida de imagens em 2 ou 3D ou objetos posicionados de forma  a criar uma ilusão de movimento; muito antes do uso de papel tradicional, canetas, e qualquer tipo de brinquedo, massinha etc… já tinha sido criada uma Animação. A animação mais antiga foi criada pelos homens das cavernas; desenhando animais com mais patas do que realmente tinham, era uma tentativa de mostrar ao próxima uma idéia de movimento, ao passar uma tocha, criava essa ilusão, e não somente um desenho  estampado.  

  

                                              

         

              (Imagem 1- Ua espécie de cavalo)                                             (Imagem 2 – Javali com cerca de 8 patas)

Após isso, segundo Patrick James no site http://www-viz.tamu.edu/courses/viza615/97spring/pjames/history/main.html foi achada em uma parede de uma caverna do Egito uma espécie de estória em quadrinhos, que era constituída por imagens de lutadores em várias posições que permitiam imaginar uma espécie de movimento, ou até mesmo um demonstrativo de golpes ou técnicas que se usava na luta.                                  

                                                      

                                                  (imagem 3 – Lutadores egípcios)

 Outra espécie de animação foi encontrada somente em 1970, e é considerada a animação mais antiga descoberta no mundo hoje. É um vaso com 5 imagens pintadas, e ao girar o vaso forma-se uma animação que mostra uma cabra pulando e comendo uma folha de uma árvore. (Ryab Ball – http://www.animationmagazine.net/article/8045)

  

                                   

                                                        (Imagem 4 – Seqüência da animação no Vaso)

A animação é uma Ilusão de ótica, ou seja engana o olho mostrando movimento com imagens que são estáticas. “A animação em si não pode ser discutida antes de se entender o funcionamento do olho humano (Paul Roget)”. O francês Paul Roget em 1828 foi um dos inventores do “thaumatrope” alem de Dr. John Ayrton de Paris, e Dr. Fitton de London segundo Patrick James, Tim Dirks (http://www.filmsite.org/pre20sintro.html, e sites (http://www.privatelessons.net/2d/sample/m01_04.html , http://courses.ncssm.edu/gallery/collections/toys/html/exhibit06.htm,)

 

 

 

 

           (Imagens 5)                               (Imagem 6)                      (Imagem 7)

                         ( Temos acima os dois tipos de “Thaumatrope”. A com fio e com madeira.)

O thaumatrope se constituía por somente duas imagens, uma com um pássaro e outra com uma gaiola vazia; isso era desenhado em uma espécie de disco, uma imagem em cada lado, preso por um fio ou uma madeirinha. Ao girar o fio ou madeira, era possível ver o pássaro dentro da gaiola. Isso prova que o olho retém uma imagem quando é submetido a uma seqüência de imagens.

 

 

            Em 1834, William George Horner criou a Zoetrope (Tim Dirks – http://www.filmsite.org/pre20sintro.html (http://www.privatelessons.net/2d/sample/m01_04.html) que se constituía por uma espécie de balde ou panela, (algo cilíndrico)  com cortes ao redor das laterais, (filetes) bem finos, e dentro havia imagens em seqüência  desenhadas nas  laterais;

 

 

        

                      (Imagens 8 )                                                        (Imagem  9)

                                (Zoetrope, simulação de onde coloca o olho )

Ao girar o cilindro, o espectador olhava por dentro dos filetes e via a animação… a cada passada de filete via-se uma imagem diferente. Essa é outra prova viva de como enganar, de como iludir o olhar humano.

            Usando a mesma teoria de William com a Zoetrope, em 1877 o cientista francês Charles-Emile Reynaud criou o Praxinoscope , uma versão avançado do Zoetrope porém com espelhos entre as frestas, podendo-se ver a animação sem tantos “cortes” e pausas. Tim Dirks(http://www.filmsite.org/pre20sintro.html) Mr Burns (http://www.precinemahistory.net/1870.htm)

                            

                                            (Imagens 10)                                                (Imagem 11)

                        ( Praxinoscope, da para ver claramente no meio do “balde” os espelhos)

  

 Com essa evolução de Zoetrope Charles resolveu fazer uma versão maior para que mais pessoas pudessem ver a animação ao mesmo tempo e no mesmo local; foi ai que surgiu a Théâtre Optique, um modelo maior da Praxinoscope, as primeiras animações reveladas a um grande publicam, em 1892.

 

  

                            (Imagens 12)                                                    (Imagem 13)

                                        (Ilustrações simulando o Theatre Optique)

         Em 1868, uma técnica tradicional e usada até hoje foi criada e patenteada por John Barns Linnet, o Flip Book (htt p://www.flipbook.info/history.php

) Trata-se de um livro, ou de várias páginas juntas, em cada pagina um desenho. Por exemplo, uma bola que bate nos cantos dos papeis e volta para o meio; na primeira pagina era desenhada a bola no meio da folha, ao virar a página se desenhava a bola um pouco mais à direita, até ser desenhada no canto da pagina, e se repete isso até bater no outro lado da folha. Ao pegar esse livro ou caderno com o polegar, e saltar as folhas em uma velocidade constante, via-se a criação de uma animação.

 

 

 

                                                                 

                                                                                (Imagen 14 – Flipbook)       

Alguns passos em como fazer um Flipbook    

   

 

 

Em 1894 o Americano Hermann Casler inventou e patentiou  o Mutoscope, (- http://www.flipbook.info/viewers.php) usando a mesma técnica, mas, em vez de usar diretamente o polegar, uma maquina simulando o polegar foi criada, e o ser humano girava uma manivela para que funcionasse.

                                               

                                                             (Imagem 15 – O Mutoscope)

            Thomas A. Edison foi o criador da câmera fotográfica e do projetor, e graças a ele, pessoas começaram a fazer animação, de qualquer forma e jeito, pois, ANIMAÇÃO é nada mais, nada menos que Dar Alma, dar alma a uma coisa que não tem vida própria, como por exemplo, um fósforo, uma fruta etc… Dessa forma, passa-se a fazer animação em quase qualquer lugar. Assim como Stuart Blackton em 1906 com o filme “Humourous Phases of Funny Faces” Bryony Dixon (http://www.screenonline.org.uk/people/id/559607/ e http://www.americaslibrary.gov/cgi-bin/page.cgi/sh/animation/blcktn_2 )que foi construído com imagens desenhadas em uma lousa (quadro-negro); ao terminar um desenho, tirava-se foto, apagava-se e seguia adiante com o próximo desenho, repetindo-se os mesmos passos ate finalizar a animação.

                                      

                                                                   (Imagem 16)

                      

                          (Imagem 17)                                              (Imagem 18)

                        ( Fotos retiradas do filme Humouros Phases of Funny Faces)



Aproveitando algumas idéias e métodos de Blacktron, veio Emile Cohl, desenhando com caneta preta em papel branco, usando o negativo da foto, obteve o mesmo efeito de Blacktron, parecendo giz na lousa. O filme Fantasmagorie” foi lançado em 1908 e era constituído por 700 desenhos, totalizando quase 2  minutos de animação. (http://www.mellart.com/2008/02/fantasmagorie.html, http://www.adigitaldreamer.com/articles/animation-history.htm)

                                  

                                               (Imagem 19)                        (Imagem 20)

                                                       ( Fotos do filme Fantasmagorie)

 

 

As pessoas começaram a querer ver coisas diferentes, e não mais apenas brincar com Thaumatropes, Zoetrope e ver filmes sem roteiro e personagens fixos. Esse desinteresse das pessoas e exibidores de cinema procurando alternativas diferentes de entretenimento, fez surgir em 1914 Winsor McCay com uma animação extraordinária chamado “Gertie the Dinosaur” (Gertie o dinossauro) que não era simplesmente uma animação em uma tela, e sim uma interação com a animação.

                                            

                                 (Imagem 21 – Cartaz da apresentação de Winsor McCay)

 Era praticamente um teatro com animação. Segundo Lauren Rabinovitz (http://www.filmreference.com/Films-Fr-Go/Gertie-the-Dinosaur.html, http://www.bpib.com/illustrat/mccay.htm)foi uma idéia muito criativa, com cerca de 10.000 desenhos, e media de 7 minutos, a exibição mostrava Winsor em cima de um palco e a animação sendo projetada atrás dele; conforme ia passando a animação, Winsor ia interagindo com a animação, ou seja, falando para Gertie se sentar, dizer tchau etc…(isso era possível pois ele sabia o tempo exato da animação e de cada movimento) mais o clímax dessa animação era quando o próprio Winsor saia do palco e entrava em cena com Gertie e interagia diretamente com ela.

                    

             (Imagem 22 – Foto da animação de Winsor McCay sendo o dinossauro a Gertie.) 

 

Um desenho que é ainda visto hoje em dia é Felix the Cat. A historia do nascimento dele é bem interessante, e vale a pena descrever como é que nasceu esse gatinho. No começo da invenção da televisão era preciso ajustar e regular a qualidade da TV para que se visse uma imagem decente, de qualidade e, para isso, os engenheiros precisavam de alguma espécie de modelo de objeto, ou mesmo um ator. Claro que não era possível conseguir que um ator ficasse parado um tempão embaixo de um luz fervendo ate que fosse tudo regulado, algo que seria a base para que se pudesse regular a televisão. Foi ai que nasceu o Felix, feito de papel maché, e de cor branco e preto, era exatamente o que precisavam, com custo beneficio barato. A primeira emissão foi em 1928, em W2XBS (New York-Channel #1) em Van Cortlandt Park, conforme dito em: (http://www.felixthecat.com/history.htm).

                                   

                                                            (Imagem 23 – Primeira foto de Felix na televisão.)

Otto Messmer foi quem começou a desenhar o Felix, sem saber o que estava começando, e só fazendo o que amava, desenhar, o Felix se tornou um desenho que era passado sempre, e todos queriam o ver.!.

                                               

                                           (Imagem 24 – Felix já em forma de desenho)

 

 No mesmo ano, Walt Disney, Produtor, Escritor, Diretor e Ator, perdeu seu personagem mais famoso na época, “Oswald, o Coelho”, pois queria renovar seu contrato e pedir um aumento de salário para que pudesse aumentar a qualidade do Oswald, e os responsáveis financeiros não aceitaram; e já que possuíam o registro do personagem, afastaram o Walt. No trem de volta para casa Walt Disney, com apenas 26 anos de idade, pensou “perdi o Oswald, não tenho mais nada..” e com a expressão “com o rato atrás da orelha” pensou em fazer um Rato como personagem. Junto com sua esposa, começaram a rabiscar ali mesmo, dentro do trem. Ao finalizar o desenho, surgiu o primeiro nome “Mortimer”. Não gostando muito do nome, a esposa de Walt sugeriu Mickey e uma estrela nasceu! Assim que Walt chegou em seu estúdio, mostrou a idéia para seu chefe de animação, Ub Iwerks, e começaram ali mesmo a fazer e planejar como é que seria a vida do Mickey.

 

                                          

                          (Imagem 25 – Mickey em, seu primeiro filme, “Steam Boat Wilie.)


 

 

Após um tempo de pesquisa e desenho, foram lançados dois filmes do Mickey. Mas o que superou todas as animações já vistas, foi o terceiro filme, em 1928 “Steamboat Willie”, que não era qualquer animação comum de somente um boneco se mexer etc.. mas sim, algo que se pudesse ouvir, isso mesmo, a primeira animação com som! Não demorou muito para que Walt Disney ficasse famoso, e em 1932 ganhasse seu primeiro Oscar por ter criado o famoso Mickey Mouse. Nos anos 40 e 50, Walt começou a fazer menos desenhos do Mickey e começou a concentrar mais nos novos personagens, Pato Donald, Pateta e o Pluto. E em 1955, Mickey mudou-se para a Disneylândia para ser o chefe de entretenimento e mascote principal…( http://www.mickey-mouse.com/themouse.htm)

 

                                         

                              (Imagem 26 – Mickey na Disneylândia)

 

                A animação não é somente desenhos em papel ou cartões que giram e formam uma animação, e sim, a animação é fazer com que se torne algo sem movimento, estático em algo com vida. Com o negativo dos filmes, pessoas começaram a desenhar diretamente nas películas e, ao rodar o filme, era visto o efeito final. Com o Flipbook citado acima, nasceu uma modalidade nova de animação, uma das mais famosas, e usadas até hoje, e o Stop-motion. O Stop-Motion do inglês “Stop” “Parar”  e “Motion” “Movimento” é uma serie de fotos paradas que, vistas em seqüência, criam o efeito de movimento, por isso o nome Stop-Motion. É uma técnica que permite a todos fazerem uma animação em sua própria casa, sendo necessário apenas uma câmera, digital ou analógica. Ao terminar um desenho, tira-se foto dele, desenha-se outro e assim por diante, até a ultima foto para finalizar a animação. O problema dessa técnica é que pode demorar muito tempo, justamente porque necessita de muitas fotos para ter o efeito de movimento. Mas, o stop-motion é reconhecido mesmo pelo fato de poder usar qualquer tipo de objeto para fazer a animação, não somente desenhos em papel. O objeto mais usado em stop-motion é a massinha, mole o bastante para poder modelar em qualquer forma e consistente o bastante para poder tirar a foto na posição desejada.  

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Um dos primeiros filmes a usar a técnica Stop-Motion com massinha, ou Claymotion, foi “King Kong”, em 1933. (http://www.filmsite.org/kingk.html, http://en.wikipedia.org/wiki/King_Kong_(1933_film))  

             

                          (Imagem 27)                                 (Imagem 28)

                                       (Cenas do filme King Kong, 1933.) 


 

 

                Depois de dominar a técnica de animação 2-D em desenhos, com som, e também misturar a realidade com o irreal, assim como Winsor McCay no palco e King Kong nas telas, o que faltava para os animadores era tentar fazer com que esse irreal ficasse o mais real possível. Nos anos 70 começaram a explorar mais esses meios de interatividade, com computadores, com filmes, televisão etc… O primeiro filme longa metragem a usar essa técnica que se chama (CGI) –Computer Generated Images “Imagens geradas por computadores” foi o “Westworld” em 1973;foi usado 2-D CGI, para fazer o ponto de vista do robô no filme. Após o filme “Westworld”, veio sua seqüência “Futureworld”, sendo o primeiro a usar 3-D CGI, para digitalizar a mão e a face do ator Edwin Catmulls no filme. Também foi usado o 2-D CGI para materializar alguns personagens sobre o fundo do filme. Alem dessa seqüência de filme, nos anos 70 fizeram-se mais dois clássicos: em 1977, Guerra nas Estrelas episódio IV de George Lucas, e em 1979 Alien de Ridley Scott.

                Em 1985 revolucionou-se o mundo de CGI, com um ator totalmente digitalizado que expressava sentimento através de movimentos corporais; foi produzido por Pierre Lachapelle e dirigido por  Lachapelle, Philippe Bergeron, Pierre Robidoux e Daniel Langlois, era um curta denominado “Tony de Peltrie”, um boneco que tocava piano.  

 

 

                                                        ­­­­­­                             

                                    (Imagem 29 – Esse era Tony, de “Tony de Peltrie”.) 


 

 

Primeiramente foi visto no fechamento do ultimo filme de Siggraph “ o maior festival de animação de computadores do mundo”( http://www.adventuresinanimation.com/TonydePeltrie_.htm) causando espanto em todos que o viam. Com a explosão de CGI nos filmes e shows de televisão, outras áreas começaram a se interessar por essa nova moda, como por exemplo a banda Dire Straits com sua música Money For Nothing, que foi um dos pioneiros em usar CGI em vídeo-clip.

A concepção que orientava o uso de CGI nos filmes era que podia colocar um ator em qualquer lugar, sem que ele estivesse lá e sem ter que usar dublês, e em varias ocasiões, era mais fácil digitalizar uma imagem ou ate mesmo criar uma replica de um objeto grande em algo pequeno. O que os profissionais nos anos 80 e 90  estavam fazendo era mais um teste, um teste de todos as técnicas de animação, e juntando-as em uma coisa só. Assim como no filme Guerra nas Estrelas, George Lucas usava tanto CGI como miniaturas de espaçonaves. Esse teste não era somente achar o jeito mais fácil de se fazer um filme e sim ver as possibilidades que o CGI podia trazer a eles. Começando por trabalhar com partes de pessoas assim como no filme “Futureworld”  e ambientes inexistentes como em Guerra nas Estrelas, começaram a tentar produzir coisas novas, elementos novos para que não se precisasse mais ir até um local para poder filmar. Os filmes pioneiros do uso desses elementos são: 1986 – Labyrinth, dessa vez digitalizaram o primeiro animal, 1986 – Luxo Jr. – Sombras em Objetos CGI, 1989 – The Abyss – água 3-D, 1992 – Death Becomes Her – primeiro programa de CGI que imita a pele, 1994 – Os Flinstones – pelo digitalizado em CGI, usado nas roupas e nos animais, 1995 – “Waterworld” “os segredo das águas” – um mar em CGI mais estilizado.

 

 Podemos ver que após esses anos de filmes, tudo que era preciso para se fazer um animal, ambiente ou até mesmo um ser humano era possível; conseguiu-se Pele, Pelos, Água, Cor, Movimento e muito mais. Na mesma década, assim como comentamos acima sobre Winsor McCay, finalmente em 1995, lançou-se um filme com um personagem totalmente CGI interagindo com seres humanos. Com 100min de filme, “Casper, the freindly ghost” “Gasparzinho” tem não somente um e sim quatro fantasmas CGI.

                  

                                  (Imagems 30)                                                             (Imagem 31)

                                             (Cena do filme Casper, em seguida do cartaz do filme.)


 

 

E o próximo passo era fazer um filme inteiramente em CGI. Após um tempinho em que Casper foi lançado, no mesmo ano de 1995 foi lançado o primeiro filme inteiramente em CGI, “Toy Story”. Produzido pela Pixar e revendido por Walt Disney e Buena Vista, que arrecadou cerca de R$354,300,000. O lancamente foi espetacular pois….. a verdade, era que o primeiro filme totalmente CGI criado foi Cassiopeia, pelo Brasileiro Clóvis Vieira, porem disney ficou sabendo desse lencamento e faz um mais espetacular e lançou Toy Story como o primeiro filme CGI segundo Sergio(http://www.clubeletras.net/blog/topetem/cassiopeia-o-filme/) e demais sites (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassiop%C3%A9ia_(desenho_animado, http://www.usp.br/agen/bols/2003/rede1120.htm) 

           

   (Imagem 32 – Cena do filme Cassiopeia 1996)    (Imagem 33 – Cena do filme Toy Story 1996)

Abaixo temos o Makinf-of do Cassiopeia.

 

 

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                                       (Imagens 34 – Cena do filme Toy Story.)

 

Dois anos depois, mais um espetáculo foi lançado, só que dessa vez não era somente CGI na tela, e sim CGI 3-D. Ao entrar para ver o filme “Marvin the Martian” os espectadores recebiam óculos 3-D, assim podendo ver efeitos especiais à sua frente e em tempo real, tinham a ilusão de estivessem dentro do filme ou vice versa; quando tudo foi levado ao extremo, tendo os softwares, hardwares,e o custo beneficio de trabalho caído, a única coisa que restava era a criatividade. Em 2001, a idéia de substituir atores reais por atores CG foi levada à prática; o filme “Final Fantasy”. 

                                                                                         

                                        (Imagem 35 – Cartaz do filme Final Fantasy)

            Com 106 minutos de filme, foi um filme CG espetacular, totalmente feito em CG, (atores não existem em vida real e sim, somente nos computadores).

O que chamava mais atenção no filme com a atriz principal CG-“Aki Ross” era o cabelo dela, constituído por 60.000 fios de cabelos! Era difícil pensar que era falso, pois cada fio foi feito separadamente, dando aspecto de real.

                              

                             

                                  (Imagem 36 – Aki Ross, Atriz Principal do filme Final Fantasy)

 

                                            

  

                                                                (Imagem 37 – Cena do filme Final Fantasy – 2001)

                                              

                                                       (Imagem  38 – Cena  do filme Final Fantasy) 


 

 

 

Querendo ir alem de somente atores CG, em 2002 foi a primeira vez em que, quem dava o comando para o personagem CG não era somente o técnico atrás do computador, e sim o próprio ator. Essa técnica, uma das mais extraordinárias, se chama Motion-Capture, ou Performance-Capture.

                       

(Imagem 39 – uma simulação de Motion-capture. Pode-se ver os pontos brilhando, que são os sensores que transmitam o movimento para o computador.)

Abaixo temos alguns videos simulando o Motion Capture.

Por incrivel que parece, o senhor do lado esquerdo e totalmente 3D.

 

Com essa técnica e software em mãos, era possível registrar movimentos mais reais aos personagens em CG. Com um ator com uma roupa, parecendo um robô, com pontos estratégicos colados na roupa, em pontos principais como o seus joelhos, ombros, basicamente em suas juntas, era possível registrar esses movimentos no computador, sem que se precisasse mexer frame por frame para ter um movimento desejado.  

 

         

 

          (Imagem 40)                                               (Imagem 41)

(Andy Serkis, com a roupa que captura seu movimento, e ao lado, o computador e o técnico, por onde os movimentos são lidos.)

 

No filme “O senhor dos anéis, as duas torres” foi quando esse ator CG “Gollum” – representado por Andy Serkis brilhou, e em 2003 até ganhou um Oscar. (http://www.serkis.com/cinema.htm,

  

                

                                            (Imagem 42)                                                                        (Imagem 43)

(Ator Andy Serkis, atuando, para que podem saber exatamente aonde colocar o “Gollum”, no filme “Os senhor dos Anéis”)


 

 

                        

                                                      (Imagem 44)                                                              (Imagem 45)  

(Acima podemos ter uma idéia de como foi feito o “Gollum”. Primeiro e modelado, depois renderiza.)


 

O ano de 2003 também trouxe a surpresa do filme “Matrix Reloaded” e a técnica “Universal Capture” um efeito nunca visto antes, um dos mais espetaculares. O efeito em si não durava muito, mas a reação do publico ao ver esses preciosos segundos de efeito foi de delírio. O efeito é conseguido através de varias câmeras ao redor do objeto, (normalmente o ator). Todas as câmeras filmam no mesmo tempo e espaço, assim, pegando um ângulo de 360º. Tendo esse material nas mãos, os produtores, encaixam cada frame em seqüência conforme a câmera e o efeito desejado. O efeito de ilusão depende do que o produtor quer, sendo ele slow-motion ou ate mesmo parar o tempo, e girar, tendo uma visão geral dos atores e objetos parados. Em 2004, seguindo o modelo de Gollum e usando a técnica de motion-capture, o diretor e produtor Robert Zemeckis, faz uma animação completamente diferente de todas as outras, em todos os tempos. “O Expresso Polar” com seu ator principal, Tom Hanks em uma animação de 99 minutos, sendo que Tom Hanks fazia papel de 5 atores CG.

 

 

                     

         (Imagens 46)                          (Imagem 48)                           (Imagem 49)

 ( Pode-se ver Tom Hanks atuando, e passando sua ação para o boneco CG. Ao lado temos mais duas fotos do filme “O expresso Polar” 2004)

                    

                                          (Imagen 49 – Cena do filme O Expresso Polar.)

 

 Em vez de mistura CG com pessoas reais assim como no filme “O Senhor dos Anéis”, o “O Expresso Polar” era totalmente CGI. Porem com um aspecto igual ao do filme “Final Fantasy”, um filme simulando pessoas reais, que movimentos CG não fluíssem tão bem quanto de um ator real. Com o filme “O Expresso Polar” pode-se ver que os atores tinham um movimento bem parecido com seres humanos reais, criando uma nova barreira de cinema, misturando duas técnicas, para se fazer um filme, motion-capture com CGI.

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 Em 2003, substituindo o “Marvin the Martian 3-D” veio o “Shrek 4-D”. O 4-D, com a mesma teoria que o 3-D (precisando usar óculos especiais para que se possa ver o efeito) trazia somente uma coisa a mais. Essa carta na manga era simplesmente, uma interação com o público em tempo e espaço real. No filme, no momento em que o Shrek está dentro de uma carroça e as cadeiras do cinema acompanham esse movimento, dando a impressão de que realmente estamos dentro da carroça, fazendo também os efeitos de cheiro, calor e frio, enquanto o filme é rodado!.(http://www.universalorlando.com/theme-parks/universal-studios-orlando/attractions/shrek-4-D.html)        

                                                 

               (Imagem 50 – Uma imagem simulando como seria a visão com os óculos 3-D)

 

            Em 2007, o filme “Beowulf”, parecido com o “O Expresso Polar”  misturou a técnica motion-capture, só que dessa vez digitalizou os próprios atores. Digitalizando o ator, não e preciso mais um dublê, e nem mais viajar para que se possa filmar um ambiente diferente. Digitalizando o ator, pode vir a fazer qualquer coisa com ele com tanto que ele aprove.

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                              (Imagem 51 – Angelina Jolie, CGI, na cena do filme Beowulf – 2007)

                           

                                                    (Imagem  52 –  Cena do filme Beowulf.)

                                      

(Imagem 52 – Angelina Jolie – No Making of do filme Beowulf. Usando a técnica de motion-capture para rastrear a face.)

 

               

 om essa evolução de técnicas e idéias maravilhosas, temos uma infinidade de meios de produção e direção. Concluindo o texto, vale a pena citar as produtoras mais famosos que fazem a magia acontecer: Pixar, Walt Disney, Blue sky, Warner Brothers e outros. Falar sobre o futuro, é uma coisa incerta, pois como vimos ao longo do texto, uma década faz muita diferencia entre técnicas, a única coisa que podemos ter certeza é que esse meio é infinito em questão de softwares e a única coisa que precisa para ser diferente é a imaginação. Não podemos saber se o futuro vai ser totalmente digitalizado como nos filmes Beowulf, O Expresso Polar e Final Fantasy, pois fazer e criar um ator CG nunca vai poder substituir um ator verdadeiro, em questão de sentimento, emoção e interação. Com todos esses softwares e técnicas, o futuro da animação só dependerá da imaginação!

 

(Eduardo de mello e Marco Michels – todos os direotos reservados)

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